Localizada quase no coração da cidade do Funchal e ocupando cerca de 1 hectare, a Quinta das Cruzes, representa uma unidade urbana qualificada, cuja imagem corresponde a uma forma peculiar de estar na Ilha que, ainda hoje, excepcionalmente, sobrevive.
As memórias desta Quinta estão ligadas à vida e à história da cidade do Funchal. A designação de «Cruzes», atribuída a esta velha e histórica mansão que remonta aos primórdios da colonização, surge-nos pela primeira vez no séc. XVI, como indicação provável do local onde se situavam «as casas» que teriam servido de residência aos primeiros Capitães Donatários, João Gonçalves Zarco e seus sucessores.
A «casa das cruzes» foi sofrendo, ao longo dos séculos, alterações significativas, e hoje é um vasto complexo de estruturas e elementos arquitectónicos de várias épocas.
Esta nobre e antiga moradia, sujeita a várias vicissitudes e funcionalmente adaptada a inúmeras vivências de um Lugar, foi adquirida para museu em 1946, conjugando as iniciativas do seu primeiro doador - César Filipe Gomes e dos organismos oficiais da época.
A dignidade arquitectónica e funcionalidade dos seus espaços marcou decisivamente e facilitou o desenvolvimento da sua última definição vocacional - O Museu.
Não terá sido ocasional a escolha deste espaço para acolher um museu de artes decorativas. O seu passado histórico e interesse patrimonial, justificam, só por si, um registo museológico digno de particular atenção.
A abertura oficial do museu ocorre em 28 de Maio de 1953.
A Capela de Nossa Senhora da Piedade, integrada no Parque ajardinado, foi construída por Francisco Correia Henriques e, provavelmente, concluída em 1693.
A Quinta das Cruzes foi classificada como Imóvel de Interesse Público, pelo Dec. 36.383 de 28 /06 /1947.
Este projecto foi co-financiado pelo Programa Madeira Digital
