O aumento da emissão de gases traduz-se num efeito de estufa para a atmosfera, provocando um impacto negativo sobre os habitats de altitude. Por esta razão, prevê-se que alguns destes habitats e - consequentemente - algumas das espécies neles presentes se venham a extinguir até ao final do século.
De acordo com o estudo feito para avaliar a susceptibilidade do arquipélago da Madeira às Alterações Globais do Clima, no contexto do CLIMAAT II, financiado pelo programa comunitário INTERREG III -B, a
Freira da Madeira,
Pterodroma Madeira, é a ave marinha mais ameaçada por esta conjuntura. As alterações climáticas que provocam um efeito negativo sobre as espécies de
flora e de fauna associadas aos habitats de altitude são as mesmas que, por contraste, propiciam o estabelecimento de associações vegetais da
Laurissilva em áreas antes ocupadas pela vegetação de altitude. Este estudo, encomendado pela
Direcção Regional do Ambiente, é importante para que possamos perceber o impacto que o aumento progressivo da temperatura média anual pode ter em regiões tão vulneráveis como as que constituem o arquipélago da Madeira, bem como para orientar os planos e trabalhos de preservação em curso para as espécies afectadas.
Fonte: Diário de Notícias das Madeira - Funchal, 20 de Novembro de 2006